Arthur não dormia há quarenta e oito horas. O colarinho da camisa branca dele estava aberto, a gravata jogada em algum canto do escritório, e os olhos vermelhos de exaustão estavam cravados na mulher encolhida do outro lado da mesa.
- Você mentiu pra mim, Chloe? - A voz dele não passou de um sussurro.
A assistente roeu a lateral da unha do polegar até quase tirar sangue. O olhar assassino de Arthur prometia morte, mas a ameaça de Clara Evans ainda gritava mais alto na cabeça de Chloe.
- N-não,