Ponto de vista: Lucas
O dia no escritório tinha sido um exercício de tortura.
Cada minuto era uma eternidade. Cada som de notificação no celular fazia meu coração disparar. Cada vez que a porta se abria, eu esperava ver Pamela entrando — com aquele jeito dela, de quem não pede licença porque acha que o mundo é dela.
Mas ela não veio.
Não ligou mais.
Não mandou mensagem.
O silêncio dela era um poço sem fundo.
Tentei trabalhar. Os documentos estavam abertos na mesa, as planilhas abertas no comput