Ponto de vista: Pamela
O apartamento cheirava a mofo e possibilidade.
Ninguém pisava aqui há semanas. As plantas da varanda estavam secas. O manjericão, que eu tanto cuidava, tinha virado um punhado de folhas marrons. A poeira cobria os móveis como um véu fininho de abandono.
Mas era meu.
Era o único lugar no mundo onde eu nunca tinha sido a esposa de ninguém. Onde eu era apenas Pamela. A arquiteta. A filha do marceneiro. A mulher que estava aprendendo a ser feliz.
Lucas entrou atrás de mim, os