Ponto de vista: Pamela
A mansão de Sônia Alencar nunca tinha me parecido tão sinistra.
Os jardins impecáveis, as colunas brancas, os lustres de cristal — tudo aquilo que um dia me intimidou agora parecia o cenário perfeito para o covil de uma vilã. Lucas estacionou o carro na entrada circular. O segurança abriu o portão sem questionar. A governanta nos recebeu com um olhar de advertência silenciosa.
— A senhora está na sala de chá — ela anunciou, a voz baixa.
Lucas não respondeu. Apenas segurou