Ponto de vista: Pamela
A delegacia cheirava a café requentado e desespero.
Luciano nos recebeu na entrada, o rosto tenso, a gravata frouxa. Ele trabalhou com Lucas por anos, mas nunca o vi tão abatido. As olheiras escuras, a mandíbula contraída.
— Ele está na sala de interrogatório. — O detetive entregou dois cafés em copos descartáveis. — Pediu um advogado, mas enquanto não chega, resolveu abrir a boca. Quer fazer um acordo.
— Que tipo de acordo? — Lucas pegou o café sem beber.
— Ele entrega t