Álvaro permaneceu imóvel por alguns segundos, como se o corpo não tivesse recebido ainda a permissão para reagir ao que acabara de ouvir. O som das crianças brincando, as vozes distante da família, tudo parecia vir de muito longe.
Então, sem dizer uma palavra, ele deu um passo para trás e depois outro.
Virou-se e começou a caminhar para fora do jardim, primeiro devagar, depois com passos cada vez mais largos, como se precisasse fugir.
— Álvaro? — chamou Teresa, franzindo o cenho ao vê-lo se afa