O escritório estava silencioso após a saída deles. Álvaro permaneceu imóvel por longos segundos, diante da porta fechada, como se o ar tivesse mudado de densidade.
A raiva já havia se dissipado, mas no lugar dela havia algo pior. Uma inquietação profunda, quase dolorosa.
Ele caminhou até a janela, apoiou as mãos no parapeito e deixou a testa repousar ali, respirando devagar como se tentasse recuperar o fôlego.
— O que eu estou fazendo… — murmurou para si mesmo.
Não era uma pergunta. Era uma con