O quarto estava silencioso quando Maria Clara entrou, apenas iluminado por uma lâmpada suave. Helena estava sentada na cama, jogando no celular, mas havia um brilho estranho nos olhos, um misto de espanto e… admiração quando a viu.
— Você enfrentou o papai — disse ela. — Ninguém faz isso. Ninguém.
Maria Clara fechou a porta com delicadeza e sorriu, aproximando-se para afagar os cabelos da menina.
— Eu não enfrentei o pai de vocês, Helena. — respondeu com voz calma. — Só conversamos. Tanto eu como seu pai queremos o melhor para vocês e às vezes a gente pensa diferente.
Thomas se aproximou devagarinho, arrastando o ursinho de pelúcia. Ele não disse nada, apenas segurou a mão dela com força, procurando segurança.
Helena bufou.
— Você diz isso como se papai realmente se importasse com a gente.
Havia uma amargura profunda na voz dela. Antes que Maria Clara pudesse responder, Helena se jogou na cama e enterrou o rosto no travesseiro.
Thomas apertou a mão de Maria Clara e ergueu o ursinho co