ROSÁLIA DUARTE
O tempo se arrastava na cobertura de Celso. Cada minuto que passava parecia uma hora, e o silêncio do apartamento, que antes eu consideraria reconfortante, agora parecia me deixar mais ansiosa.
Eu andava de um lado para o outro na sala de estar, minhas mãos trêmulas apertando os próprios braços.
Minha mente criava cenários catastróficos. Eu via Celso preso. Eu via Célio no hospital. Eu via manchetes de jornais: "Bilionário mata irmão em disputa passional".
Eu deveria ter ido a