CELSO MIRANTES
Eu observei Rosália Duarte se afastar pelo jardim iluminado, o tecido verde-sálvia do vestido balançando em torno de quadris que pareciam ter sido desenhados por um arquiteto divino com uma inclinação para curvas perigosas.
Meu cérebro estava desnorteado, com uma sensação desconhecida no peito: a sensação de ter sido caçado.
Eu era Celso Mirantes. Estava acostumado a ser o predador, o homem que entrava em uma sala, escolhia a mulher mais bonita e a levava para a cama com um