167. O Perdão Que Finalmente Consegui Dar
Fico parada, encarando a enfermeira sem realmente processar as palavras.
Ele se foi.
Meu pai morreu.
— Ele… — Daniel diz, quase um sussurro. — Ele realmente…
Não consigo responder. Só assinto.
Daniel ofega e cobre o rosto com as mãos, chorando copiosamente.
Nathan me puxa para o peito, e eu finalmente desabo.
Choro. Choro por tudo. Pelo pai que nunca tive. Pelo pai que poderia ter sido. Pelas conversas que nunca vamos ter. Por todos os vazios que nada nunca preencheu.
Quando consigo res