Mundo ficciónIniciar sesiónAjeito os instrumentos em cima da mesa com cautela e sem pressa. Meus dedos percorrem a superfície lisa das ferramentas, sentindo a frieza que contrasta com o calor febril que pulsa dentro do meu corpo. Não há pressa, mas também não existe calma.
Até que, de repente, ouço o som da respiração da Rihara se alterar. Torna-se mais forte, irregular, e logo um gemido suave, quase sensual, escapa pelos lábios dela. Aquele som me faz girar o corpo com um movimento brusco. Meus olhos a encontram e, por um instante, algo dentro de mim arde em uma mistura de fúria e desprezo.
Verifico novamente, de forma instintiva, as correntes que envolvem seus pulsos e tornozelos. Estão firmes, presas com encantamentos que poderiam subjugar até um deus cansado. Uma precauç







