Mundo de ficçãoIniciar sessãoMais uma vez sinto um formigamento percorrer meu corpo inteiro, da sola dos pés ao topo da cabeça, como se cada célula vibrasse com uma energia silenciosa e misteriosa enquanto sigo Romeu pela escada caracol dentro do farol. O cheiro de umidade e coisa guardada muito tempo se mistura também com o cheiro de maresia.
Assim que chegamos ao fim da escada, há uma porta grossa de madeira e Romeu destranca.
“Só tome um pouco de cuidado, tudo aqui é velho,” ele diz com uma preocupação sutil, mas genuína, tingindo sua voz com um calor quase fraternal.
Ele me dá passagem e, ao cruzar a soleira, sou tomada por uma sensação tão súbita que preciso parar por um segundo para entender o que está acontecendo. H







