Mundo ficciónIniciar sesiónO sol invade o quarto e eu me sento no parapeito da janela, observo os pássaros sobrevoarem as árvores com sua completa liberdade. Eles podem ir e vir como bem querem. Sinto saudades do mar. A alcateia do Romeu não está próxima da praia igual é a alcateia do Viktor. Aqui, o mar é uma lembrança longínqua, como um sonho que você tenta lembrar ao acordar, mas tudo que resta são pedaços desconexos. O cheiro da maresia não me alcança, o som das ondas não me embala. Estou seca por dentro.
A porta do quarto range levemente, se abrindo, e meu corpo reage antes que minha mente processe. Instintivamente, giro o rosto para saber quem ousa invadir meu refúgio. Minha expressão endurece por reflexo, esperando ver Romeu com aquela cara de cão arrependido.







