NÃO FOI POR ELE
O celular vibrou contra o vidro da mesa de centro. Três e quatorze da tarde.
Nome da Fernanda na tela. Atendi no segundo toque levando o aparelho à orelha enquanto passava a mão livre pelo cabelo.
— O juiz assinou o despacho, Lena.
A voz dela atravessou a linha com uma clareza que não deixava margem pra nada. Era a voz de uma criminalista entregando o resultado final de uma guerra exaustiva.
Parei no meio da sala. O pé descalço cravou no tapete.
— Prisão domiciliar c