A PRIMEIRA VEZ QUE ELE PEDIU
A mansão estava diferente.
Ou eu é que estava.
Depois do gelo da última semana e do caos no Centro de São Paulo, a casa já não parecia uma zona de guerra cheia de armadilhas. Era mais como o lugar depois que todo mundo vai embora. Nada quebrando. Nada gritando. Só o silêncio pesado que fica quando a poeira baixa.
Era sexta-feira à noite. A chuva tinha acabado de dar uma trégua, mas o frio do inverno ainda batia nos vidros blindados das janelas.
O roxo no meu braço d