A SEMANA EM QUE FINGIMOS MUITO BEM
Três dias. Setenta e duas horas inteiras fingindo que a madrugada na biblioteca nunca aconteceu.
O nosso acordo silencioso era de uma covardia nojenta. A gente cruzava os corredores da mansão sem se olhar direto no olho. O Vincent saía mais cedo pra construtora e voltava mais tarde. Eu me trancava no quarto ou inventava desculpa pra ler no jardim da ala oeste. A gente tava desviando um do outro como se a simples presença num mesmo ambiente fosse um galão de