O SEGREDO DA ELARA
O vento das duas da manhã chegou antes de mim ao jardim.
Vesti a primeira jaqueta de couro que achei jogada na poltrona do meu quarto, por cima da calça de pijama, e desci a escada de serviço. Pisa leve. Sem acender luz. Já tava aprendendo a me mover por aquela mansão sem deixar rastro.
Achei ela sentada num banco de pedra debaixo da árvore gigante perto do muro. Abraçando os próprios joelhos, o queixo sacudindo. O rímel preto escorrido até a linha do maxilar. Ela nem levanto