CÂMERA, PRIVACIDADE E UMA DÍVIDA
Entrei no quarto e bati a porta, mas não tranquei. Trancar portas naquela casa parecia uma piada de mau gosto, já que o dono tinha a chave de tudo, inclusive da minha vida.
Joguei a camisa preta na poltrona e fiquei só de regata, deixando a marca no meu pescoço respirar. O Vincent tinha razão: estava quente demais para tentar ser digna.
Eu sentia uma inquietação estranha. A notícia do meu pai deveria ter me feito pular de alegria, mas o tom que o Vincent u