CÂMERA, PRIVACIDADE E UMA DÍVIDA
O sol de sábado estava forte, mas o vento que sobrava entre os prédios da Nações Unidas chegava frio ali nos fundos da mansão.
Elara continuava sentada na beira da espreguiçadeira, balançando os pés sujos de tinta com uma leveza que eu tinha inveja. Ela não parecia carregar o peso do sobrenome Blackwood, ou talvez só tivesse aprendido a usá-lo como disfarce.
— Você não respondeu — Elara disse, me tirando do transe. — O Vincent é um ogro na maior parte do t