A madrugada já havia tomado conta da cidade, envolta em uma névoa silenciosa e espessa. Os carros diminuíam de frequência nas avenidas, e os prédios altos pareciam dormir com suas janelas escuras. A iluminação amarelada dos postes pintava a rua com um tom melancólico, e o som do motor desligando foi quase um sussurro no silêncio pesado da noite.
Gabriel estacionou o carro na frente do prédio de Celina por volta de uma hora e soltou um leve suspiro. Virou-se para ela com aquele olhar protetor qu