Lizandra
— Ei… — o rapaz falou com mais suavidade, aproximando-se um pouco. — Você parece pálida. Quer que eu chame alguém? A direção? A polícia?
— Não… — respondi, finalmente. — Eu… eu estou bem. Obrigada por aparecer.
Ele se aproximou ainda mais com cuidado, como se temesse me assustar mais.
— Ei… — disse em tom gentil. — Meu nome é Erick. Sou professor de inglês aqui na escola.
Assenti, sentindo a garganta apertada demais para responder de imediato.
— Que tal entrarmos um pouco? Você pode se sentar. Acho melhor do que ficar aqui fora.
Concordei quase no automático. Eu estava tão abalada que nem me lembrei do senhor Osvaldo, nem do celular no bolso. Apenas caminhei ao lado dele de volta para dentro da escola, tentando organizar os pensamentos.
No pátio, Erick indicou um dos bancos de madeira sob a sombra de uma árvore. Sentei-me devagar, respirando fundo. Ele se sentou ao meu lado, mantendo uma distância respeitosa.
— Posso fazer alguma coisa por você? Quer um copo d’água?
— Não…