Fernando
— Por favor, Liz… não vá embora…
Eu ainda segurava as mãos dela quando ouvi os primeiros protestos vindos de dentro do ônibus.
— Vamos, moça! — alguém reclamou. — A gente vai atrasar!
Um funcionário se aproximou, visivelmente impaciente. Liz respirou fundo.
— Fernando… vai ser melhor assim.
Meu peito se apertou.
— Eu sei que te magoei… eu sei que fui cruel… — minha voz saiu baixa, quase quebrada. — Mas… fica, pela Lia, ela está muito mal.
Ela ergueu o rosto na mesma hora.
— O que você