ROMAN MIKHAILOV
Eu odiava eventos sociais travestidos de filantropia científica.
A Gala Anual do MIT para Inovação Biomédica era exatamente isso: uma mistura cuidadosamente curada de cérebros brilhantes, egos inflados e doadores que não entendiam metade do que financiavam, mas adoravam dizer que entendiam.
Traje formal.
Conversas estratégicas.
Sorrisos calculados.
Meu ambiente natural, infelizmente.
Eu participei todos os anos.
O salão principal estava impecável: colunas altas, iluminação baixa demais para parecer íntima, mas suficiente para destacar rostos importantes. Telas discretas projetavam avanços em próteses neurais, edição genética, interfaces cérebro-máquina. Meu mundo. Minha linguagem.
É a oportunidade perfeita para estabelecer uma rede e reunir informações.
— … aprovar o projeto, mas ele será morto no Congresso…
Eu fingi escutar enquanto Wilson Whitmore, um antigo colega de classe que agora trabalhava em assuntos governamentais para uma grande empresa de neuroen