CAPÍTULO 81 — O SANTUÁRIO DO CAOS
Mia
O silêncio da cobertura era uma mentira. Por trás das paredes de vidro reforçado de milhões de dólares, eu conseguia ouvir o rugido da cidade, mas não era o tráfego habitual da movimentada avenida. Era o som de um furacão que tinha meu nome no centro. O nome "Thorne" agora flutuava sobre mim como uma sentença, ou uma coroa de espinhos, e eu não sabia qual das duas me pesava mais.
Assim que entramos no quarto, o ar parecia saturado. Eu ainda sentia o cheiro do jardim da casa de campo impregnado em meu vestido de lã esmeralda — o cheiro de terra úmida, pinheiros e o perfume caro de Lady Hale. Meus pés doíam, meu coração martelava um ritmo errático contra as costelas e minha mente era uma galeria de imagens distorcidas: o rosto choroso de Julian Thorne, a frieza de Arthur e a semelhança perturbadora de Elena.
Elijah mal havia fechado a porta quando o aparelho em seu bolso começou a vibrar. Não era apenas uma notificação; era um ataque. O som m