Mia
A segunda-feira não chegou com o som suave dos pássaros ou com a luz mansa do sol entre as cortinas. Ela chegou com a insistência metálica e frenética do meu celular vibrando sobre a mesa de cabeceira, muito antes do despertador que eu havia programado.
Tateei o aparelho às cegas, sentindo o corpo ainda pesado pelo sono e pelas lembranças da noite anterior. Quando finalmente foquei os olhos na tela, o nome de Jana brilhava em letras garrafais.
— Alô? — minha voz saiu mais como um rascunho de som.
— MIA CRUZ! Ou devo dizer... SUA ALTEZA REAL DAS ROTAS MARÍTIMAS? — O grito de Jana do outro lado da linha quase me fez derrubar o telefone. — O que diabos aconteceu em três dias, garota?! Eu saio do seu casamento na sexta e, quando acordo na segunda, descubro que minha melhor amiga agora é dona da empresa onde eu trabalho? Como assim você é uma Thorne?!
Apesar da confusão mental, eu não pude evitar. Uma risada curta e genuína escapou pelos meus lábios, a primeira pontada de lev