Mia
O ar na cobertura ficou rarefeito no instante em que Lady Hale atravessou o limiar do elevador. Eu me levantei, lembrando-me do ensaio: profissionalismo e confiança.
— Lady Hale, bem-vinda de volta a Nova York. Eu sou Mia Cruz.
Eu estendi a mão, e ela a pegou brevemente, o toque frio e seco.
— Sim, eu sei quem você é, senhorita Cruz. A “assessora de confiança”.
Elijah nos conduziu para a mesa de jantar, onde o café da manhã foi transformado em uma sessão de interrogatório. Lady Hale sentou-se na cabeceira.
— Então, senhorita Cruz — ela começou. — Meu filho me informa que você é indispensável. De onde você vem?
— Eu sou de Nova York, Lady Hale. Estudei na Columbia.
— Columbia. Muito bem. E sua família, Mia? Seus pais têm negócios em Manhattan?
— Minha mãe, infelizmente, faleceu. Eu não tenho parentes próximos aqui. Meu único foco é o meu trabalho.
O rosto de Lady Hale se fechou ligeiramente. Eu podia ver o pensamento se formando em sua mente: pobre e aproveitadora.
— E o