A tarde passou arrastada.
Tentei me ocupar com coisas pequenas — organizar papéis, responder mensagens do restaurante, dobrar algumas roupas —, mas minha mente insistia em voltar sempre para o mesmo ponto. Meu corpo continuava estranho, sensível demais, como se qualquer pensamento mais intenso reverberasse fisicamente.
Quando ouvi a porta se abrir, levantei o olhar.
Helena entrou com uma sacola pequena da farmácia nas mãos.
Não precisei perguntar.
Ela colocou a sacola sobre a mesa da