Em casa, o silêncio é pesado.
A adrenalina já passou, mas deixou rastros.
Thomas está sentado na beira da cama, o rosto com um corte no lábio e uma marca arroxeada se formando na lateral do maxilar. Eu me ajoelho à frente dele com a caixa de primeiros socorros aberta, os dedos ainda levemente trêmulos enquanto molho o algodão.
Ele não tira os olhos de mim.
O olhar dele não é de raiva agora. É intenso. Fixo. Como se estivesse tentando se certificar de que eu estou realmente ali.
— Isso