Entramos no galpão quase correndo.
O barulho da chuva batendo no telhado de metal é ensurdecedor, como se o mundo inteiro estivesse desabando do lado de fora. O cheiro de terra molhada se mistura ao de feno antigo. Levamos os cavalos para um canto mais seco, amarrando-os rápido, sentindo o frio já se instalar nos ossos.
Só então percebo.
Estou tremendo.
Não é só de frio — mas o corpo reage como se fosse. A roupa encharcada cola na minha pele, pesada, gelada. Meus dentes batem levemente quan