O Palácio da Justiça, no centro de São Paulo, erguia-se como um monumento de pedra e autoridade, um contraste absoluto com a leveza tecnológica das torres de vidro da Faria Lima. Para Nicholas e para mim, atravessar aquela entrada não era apenas um ato jurídico; era como entrar numa arena romana onde o público esperava pelo nosso sangue. Os flashes dos fotógrafos eram tão intensos que criavam manchas de luz na minha visão, e o som dos jornalistas a gritarem os nossos nomes fundia-se num ruído b