O silêncio ainda pairava entre elas, mas, dessa vez, não era pesado — era pensativo, carregado de tudo que tinha sido dito. Giulia respirou fundo, como se precisasse se reorganizar por dentro antes de seguir.
— Eu vou me arrumar… tenho a entrevista.
A voz saiu mais baixa, mas firme o suficiente para não soar como fuga. Berenice assentiu, ainda observando com atenção, como se tentasse ler o que ficava nas entrelinhas.
— Onde é?
— Numa escola de música… pra dar aulas de piano.
Berenice