39. A Arte de Ignorar com Elegância
O celular dele parou de vibrar, e tudo o que sobrou foi um silêncio opressor. Ele respirava fundo, recostado no sofá, como se estivesse a um passo de apagar. Eu sabia que deveria manter a distância, que ele provavelmente merecia, mas… algo na palidez daquele rosto me fez largar tudo e correr para a cozinha.
Voltei com uma garrafa de água e me sentei ao lado dele no sofá, sacudindo seu ombro com delicadeza — que, claro, não teve o menor efeito.
— Alexander, você está bem? — perguntei, enchendo