**Narrado por Clara —hospital**
Cheguei cedo ao ambulatório. Na portaria, peguei minha senha impressa e coloquei a pulseira no pulso. O ar estava impregnado com o cheiro de clorexidina e as luzes brancas tornavam tudo ainda mais intenso, sem poupar ninguém. Sentei-me em uma das fileiras de cadeiras azuis disponíveis, respirei lentamente contando até quatro, quatro e depois seis, segurando a calma. Meu braço ficou imóvel enquanto organizava os pensamentos.
— Clara Albuquerque? chamou a técnica