Priscila Narrando
Ainda sentia meu corpo tremendo por dentro, mesmo depois que o Luiz Fernando foi embora. Era como se ele tivesse deixado um rastro de veneno no ar, um frio que me arrepiava até a alma. Mas quando olhava pro Everton, tudo acalmava. Ele era o meu porto seguro... meu amor, meu abrigo. Sentei no sofá tentando disfarçar o nó na garganta. Luizinho corria pela casa com uma alegria inocente, alheio à tempestade que quase nos atingiu.
— Mãe, olha aqui! Eu fiz um desenho da nossa famíl