HENRIQUE VALADARES
Passei horas angustiantes no meu escritório sem chegar a decisão de ir atrás delas ou esperar por uma ligação, até que o telefone em cima da mesa tocou.
Atendi, rapidamente.
— Alô?
— Henrique... — o som de um soluço alto veio do outro lado da linha. Era a Marina.
— Marina! Onde vocês estão? O que aconteceu?! — disparei as perguntas, me levantando da cadeira de uma vez só.
— Henrique... eles a levaram! — Marina gritou, chorando descontroladamente. — Um carro preto.