HENRIQUE VALADARES
Minha tia deu um passo para dentro da sala, o que fez tanto a mim quanto ao meu tio recuarmos por puro instinto de sobrevivência. Com um movimento agressivo, a tia Clarice bateu a porta, fechando-nos ali dentro.
Ela abaixou a cabeça, respirando de forma ofegante, e apertou a ponta do nariz com os dedos.
— Querida... olha... — Meu tio tentou murmurar, estendendo as mãos na direção dela com os olhos arregalados de pavor.
— Quieto! — minha tia ordenou, com autoridade. Ela lev