ISADORA VILLANOVA
A fumaça ainda ardia minha garganta, mas o ar puro do lado de fora nunca me pareceu tão doce e revigorante. Eu estava sentada no asfalto, com uma manta térmica prateada sobre os meus ombros, colocada ali por um paramédico atencioso. Henrique estava sentado logo ao meu lado, segurando a minha mão, enquanto olhava a mulher de joelhos agarrando o Leo.
— Meu filho! Meu amor, minha vida! — ela soluçava sem parar, beijando o rosto sujo de fuligem de Leo repetidas vezes, conferindo