Maya narrando
Seis meses. Vinte e quatro semanas carregando o milagre duplo que a medicina jurou ser impossível dentro das minhas cicatrizes. Mas o relógio em Manhattan parece ter congelado nesta madrugada fria. O meu ventre, agora proeminente e pesado, abriga a expansão constante dos gêmeos, e as linhas escuras das minhas cicatrizes na pele negra queima como se estivesse sob o fogo daquela antiga fundição.
A dor no baixo ventre atingiu um nível insuportável. É uma pressão rígida, dilacera