Willy Riley narrando
O utilitário de vidros totalmente escurecidos se afasta lentamente da calçada oposta à clínica dos Valmont, misturando-se ao tráfego pesado de Manhattan. No banco do motorista, minhas mãos apertam o volante com tanta força que os nós dos meus dedos estão brancos. Meus olhos, fixos no retrovisor, ainda guardam a imagem de Arthur Valmont na recepção envidraçada, olhando para a rua com a postura de um predador que acabou de farejar o perigo.
Ele sentiu a minha presença. A