Era uma tarde de sábado ensolarada nos Jardins, o tipo de dia em que São Paulo parece perdoar todos os seus pecados: céu azul sem nuvens, brisa leve, árvores balançando nas calçadas largas. Elisa havia decidido sair do apartamento pela primeira vez em quase uma semana. Passara dias inteira trancada, alternando entre e-mails de trabalho que respondia no piloto automático, mensagens de Henri sobre documentos franceses que chegavam gota a gota e uma saudade de Gael que latejava como dente infeccio