O fim de semana que deveria ser de celebração pós-anel começou perfeito: sábado de preguiça no apartamento de Gael, brunch tardio, beijos lentos no sofá e planos de um jantar romântico no domingo. Mas na madrugada de sábado para domingo, Elisa acordou com a garganta arranhando, o corpo pesado e uma febre baixa que não mentia.
— Droga — murmurou ela, medindo a temperatura: 38,2°C. Resfriado forte, provavelmente pegara no avião de volta de uma reunião rápida em Brasília na sexta.
Gael, acordado ao lado dela com o movimento, tocou a testa dela imediatamente.
— Você está queimando, amor. Vou chamar o médico.
— Não precisa — disse ela, voz rouca. — É só um resfriado. Remédios, chá e cama. Mas você… — ela se afastou um pouco na cama — vai embora hoje. Não quero você doente também.
Gael franziu a testa.
— Nem pensar. Eu fico e cuido de você.
— Gael, não — insistiu ela, firme apesar da fraqueza. — Você tem reunião com os investidores japoneses na quarta. Não pode aparecer gripado. Vai embora.