Capítulo 18: Três Dias de Distância

O fim de semana que deveria ser de celebração pós-anel começou perfeito: sábado de preguiça no apartamento de Gael, brunch tardio, beijos lentos no sofá e planos de um jantar romântico no domingo. Mas na madrugada de sábado para domingo, Elisa acordou com a garganta arranhando, o corpo pesado e uma febre baixa que não mentia.

— Droga — murmurou ela, medindo a temperatura: 38,2°C. Resfriado forte, provavelmente pegara no avião de volta de uma reunião rápida em Brasília na sexta.

Gael, acordado ao lado dela com o movimento, tocou a testa dela imediatamente.

— Você está queimando, amor. Vou chamar o médico.

— Não precisa — disse ela, voz rouca. — É só um resfriado. Remédios, chá e cama. Mas você… — ela se afastou um pouco na cama — vai embora hoje. Não quero você doente também.

Gael franziu a testa.

— Nem pensar. Eu fico e cuido de você.

— Gael, não — insistiu ela, firme apesar da fraqueza. — Você tem reunião com os investidores japoneses na quarta. Não pode aparecer gripado. Vai embora.
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