Mundo de ficçãoIniciar sessãoPov/ Adrian
O Palace Hotel reluzia contra a noite carioca como um monumento à exclusividade, mas, para mim, era apenas o palco da minha próxima execução. Mantive Clara colada ao meu corpo desde a entrada, sentindo o tremor sutil dela se dissipar à medida que eu a envolvia no tecido caro do meu paletó. Eu era o escudo. Ela, o meu centro de gravidade.
Eles já estavam à mesa.
Clarice, com os cachos loiros impecáveis e o olhar afiado de quem mede mulheres como mercadoria. Theo, sustentando uma falsa superioridade que não sobreviveria cinco minutos numa negociação real. E Átila.
Quando nossos olhares se cruzaram, senti o desprezo subir como ácido. Aquele homem tivera a audácia de tocar o que hoje era sagrado para mim. Meus dedos marcaram a cintura de Clara num gesto quase imperceptível. Um aviso silencioso: o tempo dele havia acabado. O meu começava ali.
— Reserva de Adrian Cavallieri — anunciei.
Minha voz cortou o ar como uma lâmin







