CAP. 63- Encontro com o homem mais lindo
E ali, no jantar a paz acabou. Ver Aurora foi como assistir a um assassinato social ao vivo.
— Você sempre foi rebelde como seu pai — ela disse ao Adrian, com uma doçura envenenada. — Uma pena não ter herdado a elegância dele.
Adrian travou o maxilar de imediato. Eu quis atravessar a mesa e tampar os ouvidos das gêmeas. O clima ficou pesado, sufocante. Sem dizer uma palavra, Adrian deixou o talher sobre o prato e saiu em direção à área externa. Meu peito apertou por ele. Senti que aquela dor era antiga e profunda.
Respirei fundo e decidi fazer algo idiota: fui atrás. Segui pelo corredor que dava para a piscina, chutando pedrinhas para não parecer que estava desesperada para alcançá-lo. Ele estava sentado na beira da água, com os cotovelos nos joelhos.
— Ela sabe onde bater, né? — murmurei, parando ao lado dele.
— Ela passou a vida inteira treinando para isso — ele respondeu, a voz cansada. — E eu passei a vida inteira tentando provar algo que ninguém aqui queria ver.
Ele soltou uma ri