CAP. 132 - O abismo do silêncio
POV/ ADRIAN
A fúria que corria em minhas veias era um coquetel tóxico de ciúme, medo e uma adoração doentia. Arrastei-a para o corredor deserto, longe dos olhos curiosos e da música pulsante do clube que agora parecia uma marcha fúnebre. Quando a prensei contra a parede fria, o cheiro dela — aquela baunilha doce agora misturada com o rastro ácido de vodca — me atingiu como uma droga poderosa, nublando minha razão. Meu membro latejou com uma violência primitiva; eu queria me enterrar nela agora