POV Emília
O restaurante é pequeno, aconchegante demais para o nó que carrego no peito.
Velas baixas, música suave, talheres tilintando como se o mundo estivesse em perfeita ordem. O cheiro de alho e vinho me dá fome, mas não apetite. Isla fala alguma coisa sobre o prato do dia, ri de um comentário do garçom, e eu sorrio por educação — um sorriso que não chega aos olhos.
Meu celular vibra na mesa.
Uma vez.
Curto. Preciso.
Eu sei antes de olhar.
Meu estômago afunda como se tivesse recebido um av