A semana seguinte chegou sem pedir licença.
Patrícia sentiu isso logo na segunda-feira, quando acordou com Miguel chorando mais cedo do que o habitual, o corpo pesado e a cabeça ainda tentando organizar tudo o que precisava ser feito. Não havia tempo para silêncio reflexivo. A vida puxava para frente, exigente, concreta.
Ela se levantou, pegou o filho no colo e caminhou pela casa quase no automático. O romance não desaparecia nesses momentos, mas mudava de lugar. Saía do centro do pensamento e