Ele olhou para o fogão apagado.
Depois, voltou os olhos para mim com aquela expressão verdadeira, a expressão calorosa que surgia quando eu dizia alguma coisa que ele não esperava e que acabava sendo exatamente o que precisava ouvir.
— Está bem. — Respondeu.
Ele se levantou.
Comemos no balcão da cozinha, com os joelhos se tocando e trocando poucas palavras. A massa estava morna, mas aquilo não importava. O que importava era o silêncio entre nós, a escolha consciente de estarmos ali, juntos,