Capitulo 59 - Arquivo Morto

Ele empurrou a porta, que rangeu em protesto. O lugar era vasto, preenchido por dutos de metal e colunas de sustentação que pareciam sustentar o peso de toda a mansão. No teto alto, pequenas frestas de ventilação permitiam que feixes de luz solar, pálidos e carregados de poeira, cortassem a penumbra em diagonais nítidas. Embora o sol brilhasse lá fora, aquele nível do solo permanecia em uma espécie de crepúsculo eterno, frio e silencioso.

Yulian caminhou com precisão até uma dessas colunas de pedra, onde um dos raios de luz atingia o chão úmido. Ele se ajoelhou, ignorando a sujeira que manchava sua calça cara, e tateou a base da estrutura. Seus dedos, guiados pela memória muscular de uma infância de medo, encontraram uma ranhura quase imperceptível. Com um esforço coordenado, ele puxou uma pedra falsa, revelando um compartimento minúsculo e seco, protegido da umidade do porão.

Lá dentro, envolto em um pano de veludo velho, não havia pilhas de documentos ou dinheiro. Havia apenas um pe
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