Yulian sentiu a vibração do corpo de Ária contra a mesa, o terror genuíno de quem vê o passado e o presente colidirem de forma violenta. Ele a manteve presa entre seus braços e o tampo de madeira, um escudo de carne e osso contra as notícias brutais de Viktor. O silêncio no escritório era apenas interrompido pelo som do bisturi de Viktor terminando de abrir a costura reforçada do cachorrinho de pelúcia.
— Senhor — Viktor interrompeu, a voz técnica cortando o ar pesado. — Nicolai não queria feri-la. Ele estava guardando isto.
Com uma pinça, Viktor puxou um pequeno objeto metálico envolto em uma proteção de plástico improvisada. Yulian estendeu a mão e pegou o dispositivo. Era um pendrive de titânio, pequeno e gasto pelo tempo. O silêncio que se seguiu foi sepulcral. Yulian girou o objeto entre os dedos, o metal frio contrastando com a fúria que queimava em suas veias.
Sua mente foi arremessada para o passado, para as palavras venenosas de seu avô, Vladmir Volkov. O velho sempre tentara